Colunas
 
Dom Bernardino Marchió é o atual Bispo Diocesano de Caruaru.
Dom Bernardino Marchió
 
20.01
Dia Mundial do Doente

A Igreja Católica celebra todos os anos, no dia 11 de janeiro, o Dia Mundial do Doente. E o Papa sempre envia uma mensagem para nos ajudar na reflexão e no cuidado que devemos ter para com os nossos doentes. Neste ano a celebração coincide exatamente com o domingo de carnaval: é um dia em que é mais voltado para o seu lazer, o repouso e o divertimento! E muitos esquecem que um dia todos podemos passar pela experiência da doença. Por isso importante já antecipar a nossa reflexão e não abandonar quem nos dias de carnaval se sente abandonado sem os cuidados da família e dos amigos.

Escreve o Papa em sua mensagem:

"O serviço da Igreja aos doentes e a quantos cuidam deles deve continuar, com vigor sempre renovado, por fidelidade ao mandato do Senhor e seguindo o exemplo muito eloquente do seu Fundador e Mestre.

Este ano, o tema do Dia do Doente é tomado das palavras que Jesus, do alto da cruz, dirige a Maria, sua mãe, e a João: «"Eis o teu filho! Eis a tua mãe!" E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-A como sua» (Jo 19, 26-27).

Estas palavras do Senhor iluminam profundamente o mistério da Cruz. Esta não representa uma tragédia sem esperança, mas o lugar onde Jesus mostra a sua constitutivas da glória e deixa amorosamente as suas últimas vontades, que se tornam regras comunidade cristã e da vida de cada discípulo.

Em primeiro lugar, as palavras de Jesus dão origem à vocação materna de Maria em relação a toda a humanidade. Será, de uma forma particular, a mãe dos discípulos do seu Filho e cuidará deles e do seu caminho. E, como sabemos, o cuidado materno dum filho ou duma filha engloba tanto os aspectos materiais como os espirituais da sua educação.

O sofrimento indescritível da cruz trespassa a alma de Maria, mas não a paralisa. Pelo contrário, lá começa para Ela um novo caminho de doação, como Mãe do Senhor. Na cruz, Jesus preocupa-Se com a Igreja e toda a humanidade, e Maria é chamada a partilhar esta mesma preocupação. Os Atos dos Apóstolos, ao descrever a grande efusão do Espírito Santo no Pentecostes, mostram-nos que Maria começou a desempenhar a sua tarefa na primeira comunidade da Igreja. Uma tarefa que não mais terá fim.

O discípulo João, o amado, representa a Igreja, povo messiânico. Ele deve reconhecer Maria como sua própria mãe. E, neste reconhecimento, é chamado a recebê-La, contemplar n'Ela o modelo do discipulado e também a vocação materna que Jesus Lhe confiou incluindo as preocupações e os projetos que isso implica: a Mãe que ama e gera filhos capazes de amar segundo o mandamento de Jesus. Por isso a vocação materna de Maria, a vocação de cuidar dos seus filhos, passa para João e toda a Igreja. Toda a comunidade dos discípulos fica envolvida na vocação materna de Maria".

Esta é a vocação de todo cristão: cuidar das dores e do sofrimento da humanidade.

Na próxima semana continuaremos a nossa reflexão.

 
 
 
publicidade