Colunas
 
carlosrspinheiro@bol.com.br
Carlos Pinheiro
 
18.11
Nós por Elas

Ouvi revolucionária gasguita exigindo mais direitos às mulheres, no que concordamos. Dizia a chefe do grupo feminista "Nós por Elas", que as mulheres precisam ganhar salários iguais aos homens, no que também concordamos, e achamos que deveriam ganhar mais e arcar com as despesas familiares, oxente.

E já que o momento sociológico é de nova formação familiar em discrepância ao modelo secular de homem, mulher e filhos, o que se luta, hoje, é por família de homem com homem e filho adotado, mulher com mulher e filho adotado, mulher com cachorro, sem filhos, e homem com galinha e ovo todo dia sem aumento do colesterol, desmentindo médicos que nos enganaram por tanto tempo.

Diante de exagerados modelos familiares, esta Coluninha se acha no direito de criar o seu habitat que consiste na harmônica composição de um homem e três mulheres para que possamos atender as exigências igualitárias feministas. O homem casaria com uma mulher "empresarial", aquela dotada de inteligência e determinação, que sairia de casa com o nascer do dia e se entregaria à árdua missão de labutar em troca do vil metal para sustentar toda família. Enquanto isso, o homem ficaria em casa com a segunda mulher, a mulher objeto, que cuidaria da casa, dos filhos e do marido e, à noite, com a chegada da mulher "empresarial", esta encontraria a casa num "brinco", limpa, com comida à mesa, crianças com tarefas feitas e todos se reuniria no jantar com as duas mulheres conversando.

- Meu dia foi estafante. Tratei com gringos, vendi papéis, apliquei na bolsa de valores etc., etc. E você querida, fez o quê? - pergunta com sarcasmo a mulher dinheiro.

- Eu limpei, lavei, levei as crianças na escola, ajudei nas tarefas e fiz aquele bolo de laranja que nosso marido adora. - devolve ironia a mulher doméstica.

E vão os três à cama repousar. E as duas falando, falando, e o homem acaba pegando no sono, porque duas mulheres se invejando não tem quem aguente.

No dia seguinte, a mulher doméstica volta à rotina da casa, a "empresarial" vai ao trabalho e o homem vai à casa da amante encontrando-a linda, perfumada, sem conversa mole, sem TPM, e encontra a paz e o prazer pelo aconchego, pois amante tem que permanecer com o mistério de ser oculta, pois, se revelada, acaba virando esposa, e aí vai lavar, passar, trabalhar fora, e perde a graça. A amante, também, paga as despesas do homem. Chega de nos escravizar, mulheres. Pela independência dos homens! Viva o homem objeto!

Vê se pode?

 
 
 
publicidade