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21/04/2017
Audiência discute situação do Aeroporto de Caruaru
 

A intenção é para que o Oscar Laranjeira passe a receber voos comerciais e alavancar a economia da região

O Aeroporto Oscar Laranjeira voltará a ser tema de debate, em Caruaru, na próxima segunda-feira (24). Uma audiência pública está marcada para as 10h, no plenário da Casa Jornalista José Carlos Florêncio, onde foram convidados representantes do poder público, do setor empresarial e a sociedade civil organizada. A ação é de autoria do vereador Alberes Lopes (PRP).

Segundo o parlamentar, o objetivo da audiência é fazer um movimento na tentativa de provocar o funcionamento e reestruturação do aeroporto para voos comerciais no município, que irá beneficiar o desenvolvimento de toda a região Agreste. "Percebemos que historicamente nunca foi dado o real valor para o Aeroporto Oscar Laranjeira, que deve ser ponto de fortalecimento de nossa economia. Cabe, neste momento, um amplo e profundo debate popular com todos os interessados sobre a temática. Portanto, é de interesse público e de caráter de urgência", justificou. Ele acrescentou que a partir desse primeiro diálogo será elaborado um documento para ser entregue ao Governo Estadual e a todos os presentes sugerindo os caminhos a serem seguidos para que seja requalificado e reativado o Aeroporto de Caruaru, bem como promover melhorias para a população que mora no entorno do terreno.

Para a população não há nada que justifica o aeroporto não funcionar como deveria, uma vez que o município tem o maior Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco, perdendo apenas para a Região Metropolitana do Recife. Além disso, Caruaru é o quinto produtor de riquezas do Estado, centralizando o polo têxtil do Agreste, onde tem um parque industrial consolidado e ainda fortalece a sua economia nos segmentos de comércio e serviços.

O Oscar Laranjeira conta atualmente com uma escola de formação de pilotos, 22 hangares particulares, uma fábrica de aviões, oficina, posto de abastecimento de aeronaves e alguns outros serviços. Enquanto os voos comerciais não são realizados no local, voos particulares são feitos com uma grande frequência, dando uma prova de que o setor empresarial que se concentra no Agreste tem a necessidade de se descolar, garantindo agilidade nos seus negócios.

Para se ter ideia, atualmente o aeroporto contabiliza mais de 290 operações mensais de voos particulares. Dessas, sequer é arrecadado R$ 1. É como se não fosse registrado nenhuma movimentação no aeroporto. Isso acontece porque o equipamento não atende aos requisitos básicos exigidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para poder cobrar.

De acordo com a Anac, a Resolução nº 392/2016, de 6 de setembro de 2016, estabeleceu regime tarifário diferenciado a ser aplicado aos aeródromos públicos delegados aos estados e municípios por meio de convênio com a Secretaria de Aviação Civil, entre os quais está o Aeroporto de Caruaru. Desde então, os valores das tarifas aeroportuárias de embarque, conexão, pouso, permanência, armazenagem da carga importada e a ser exportada deverão ser estabelecidos pelos delegatários dos aeródromos, respeitando critérios de tarifa, regras de reajuste e prazos para vigência.

O Aeroporto Oscar Laranjeira foi inaugurado em 1944 e teve a pista ampliada em 1999, passando de 1,2 para 1,8 metros, ganhando balizamento que permite voos noturnos.

Por muitos anos, o Aeroporto de Caruaru recebeu o "Voo do Forró", que transportava forrozeiros durante o São João. Ao longo dos anos, o local também foi palco de incidentes que ganharam repercussão na imprensa nacional.

Em 2000, um Fokker 100 da TAM literalmente afundou no no pátio das aeronaves, depois que o piso cedeu com o peso da aeronave.

 
 
 
 
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