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Política
 
17/06/2017
Câmara aprova reajuste do Executivo municipal
 

O projeto que reajusta o vencimento dos secretários, além de prefeito e vice, foi aprovado com 19 votos a favor

Wagner Gil

Depois de muita polêmica e uma reunião da prefeita Raquel Lyra (PSDB) com a base, a Câmara de Vereadores aprovou, na tarde da última terça-feira (13), o Projeto de Lei 7508/2017 que fixa os subsídios do prefeito, vice-prefeito e dos secretários para o período de 2017/2020, revogando a Lei Municipal 5.838/2017. O placar da votação foi folgado, com 19 votos a favor, uma abstenção e dois votos contrários.

Por ser uma matéria de ordem financeira, precisaria de dois terços dos 23, ou seja, 16 votos. Porém teve voto de sobra, incluindo alguns membros da oposição, entre eles Cecílio Pedro (PMDB), que justificou: "Entendo que pelo tamanho e pela complexidade de uma cidade como Caruaru, o salário de R$ 12 mil é justo para um secretário. Precisamos de quadros qualificados, e vale lembrar: esse valor é bruto. Quando desconta os impostos, fica cerca de R$ 9 mil", disse o edil.

O projeto havia sido colocado em pauta há dias e iria para votação na quinta-feira da semana passada, mas sob risco de derrota vindo da própria base, a matéria foi retirada de pauta. Alguns vereadores reclamavam que eram ‘mau atendidos' ou ‘não estariam sendo bem recebidos pelos secretários', quando da solicitação de suas demandas. Alguns, inclusive, utilizam a tribuna da Casa Jornalista José Carlos Florêncio para criticar os assessores da prefeita. Essas críticas partem de todo lado e, muitas vezes, por briga de espaço político em seus redutos eleitorais. "Esse debate e essas reclamações fazem parte do processo. Muitas vezes não é briga por espaço, mas o vereador querendo atender demandas da sua comunidade. O edil só pede melhorias para a sua cidade", pondera o secretário de Governo, Rubens Júnior.

Segundo Rubens, o projeto de autoria da Mesa Diretora da Câmara faz justiça ao esforço que os secretários fazem pela cidade. "Entendo que a Mesa Diretora apresentou esse projeto com Justiça. Também entendo as razões dos que votaram contra ou se abstiveram. A matéria foi aprovada e, cada vez mais, vamos ampliar o diálogo com a Câmara. Tudo foi resolvido pelos vereadores e nós estamos reconhecendo isso de público", disse. Ele destacou ainda os votos da oposição. "Tivemos votos de apoio da oposição. Isso ocorreu porque não foi questão política, mas de reconhecimento técnico e de justiça", argumentou.

O líder do governo, Leonardo Chaves (PDT), falou da capacidade de diálogo da prefeita Raquel Lyra. "Uma cidade como Caruaru, que tem uma importância destacada não só no Estado, mas no país, requer quadros qualificados para atuar no seu desenvolvimento. Para isso, a prefeita mostrou uma capacidade de diálogo que é muito importante para os políticos. Ela se reuniu com os vereadores, conversou e apresentou a importância de se ter quadros capacitados pensando o futuro e atuando no presente da cidade", disse Leonardo. "Se um ou outro secretário não atende bem o vereador e suas demandas, o problema não se resolve desta forma, com retaliação, mas com diálogo e foi isso que o Poder Executivo mostrou nessa matéria: capacidade de diálogo", refletiu.

Leonardo comemorou ainda que a prefeita vai se reunir mensalmente com a bancada. "Ela confirmou que nos reuniremos uma vez por mês. Nessa reunião vamos cobrar os requerimentos que são apresentados, mostrar outras demandas e acompanhar o governo de perto. Saber o que está acontecendo", revelou o vereador, ao usar a tribuna na última terça-feira (13).

O líder da oposição, Alberes Lopes (PRP) disse que seu voto foi contrário não pelo valor que estava proposto, mas pelo momento. "Quando mandou a Reforma Administrativa para a Câmara, a prefeita Raquel Lyra disse que queria reduzir a folha em 20% e isso não ocorreu. Pelo contrário, houve um acréscimo em torno de 1%. Meu voto foi em protesto a isso, ao não cumprimento do que foi dito anteriormente", criticou.

Sobre o fato de outros vereadores do bloco não terem seguido seu voto, como Zezé Parteira (PV) e Cecílio Pedro (PMDB), Alberes disse ser normal. "Antes da votação, cada vereador explicou as razões do seu voto e todos compreenderam", disse Lopes. Além dele, Galego de Lajes (PPS) e Marcelo Gomes (PSB) também votaram contra.

O vereador Ranílson Enfermeiro (PDT) optou pela abstenção e, segundo ele, a questão foi ‘falta de atendimento' de um secretário com demanda sua.

 
 
 
 
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