Notícias
 
Cidade
 
15/07/2017
Força-tarefa desbarata golpe fashion
 

O Procon e as polícias Militar e Civil conseguiram evitar que pais e mães de jovens adolescentes fossem enganados

Wagner Gil

Na manhã da última quinta-feira (13), a Polícia Militar realizou entrevista coletiva em Caruaru para detalhar uma operação, que foi realizada para tentar evitar que dezenas de pessoas fossem enganadas por uma empresa que agencia modelos e que tem sede em Natal, no Rio Grande do Norte. O trabalho de desarticulação contou ainda com a participação do Procon e da Polícia Civil.

De acordo com o comandante do 4º BPM, tenente-coronel Ely Jobson, a ideia do grupo era enganar adolescentes, com a ilusão de que eles seriam contratados por uma agência de modelo e fazer trabalhos em todo o país. A empresa fez o trabalho de divulgação pelas redes sociais, realizou uma reunião em um hotel na cidade no dia 1º de julho, com mais de 40 pessoas. "Nós só conseguimos evitar que dezenas de pessoas fossem enganadas graças a uma mãe, que desconfiou de tudo e nos procurou", revelou Ely Jobson.

Segundo a delegada Polyanne Farias, as pessoas eram atraídas para levar os seus filhos para serem modelos e quando chegavam até ao local, eram abordados com promessas e surgimento de despesas. "No começo eles diziam que não tinham custo de nada. Ninguém pagaria nada, mas as fotos das pessoas que sonhavam em serem modelos tinham que ser aprovadas. Caso não fossem, eles sugeriam um fotógrafo da empresa. A intenção na verdade era vender o trabalho de fotos, um book digital com preços que chegavam a mais de R$ 1.300", disse a delegada.

Ela revelou ainda que a Polícia Civil conseguiu identificar quatro CNPJs da empresa envolvida nessa falcatrua. "Os envolvidos afirmaram que são de uma empresa com sede em Natal, mas com serviços prestados em outros estados, incluindo Ceará, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. Nós também estamos fazendo levantamento em outros estados para saber se existiram vítimas desse golpe", acrescentou Polyanne.

O diretor do Procon, Nyverson Moura, disse que os supostos agenciadores de moda vão ser atuados nos artigos 66 e 67, do Código do Consumidor. "Essas infrações podem causar multa e penas que variam de três meses a um ano", disse o diretor do Procon. Ele revelou também que a intenção de convocar uma entrevista coletiva foi de dar mais divulgação ao fato. "Se alguém foi lesado pode nos procurar no Procon, que vamos tomar todas as medidas cabíveis. Cada pessoa que foi enganada é um procedimento diferente, já que a empresa tinha várias opções de preços", acrescentou Nyverson.

Segundo ele, no último sábado (08), o golpe seria concretizado com o pagamento dos serviços que "seriam prestados". O grupo tinha marcado a data do pagamento e levado quatro opções de preços que poderiam ser quitados no cartão ou à vista com desconto. "Não deixamos o evento acontecer e quando fizemos um levantamento das máquinas de cartão de crédito, que seriam usadas pela empresa, descobrimos que era uma empresa de fotografia e não uma agência de modelos", complementou o diretor do Procon.

 
 
 
 
publicidade