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Cidade
 
15/07/2017
Chuvas causam transtornos para motoristas e pedestres
 

Segundo o estudo da Prefeitura, terão de ser destinados R$ 24 milhões para promover a revitalização das vias e avenidas que se encontram esburacadas

Wagner Gil

A quantidade de chuvas que vem caindo em Caruaru desde o final de maio tem trazido muitos benefícios, como a redução no racionamento de água, mas também transtornos à população e mais trabalho para a gestão pública, principalmente quando o assunto é a malha viária. Atualmente, o volume de buracos vem se multiplicando em alguns bairros e principais vias da Capital do Agreste por uma série de fatores, dentre eles, o estouramento de esgotos, o rompimento de bocas-de-lobo e a destruição de calçamento e asfalto. Segundo a Prefeitura, foram notificados recentemente mais de quatro mil buracos afetando cerca de duas mil ruas e avenidas da cidade.

Além disso, algumas vias apresentam problemas crônicos como a Avenida Brasil, localizada no Bairro Universitário, que foi inaugurada há poucos anos, mas sempre vem apresentando os mesmos problemas em épocas de chuvas. "Aqui na Avenida Brasil já fizeram mais de 10 reparos e sempre retornamos ao mesmo problema. Basta chover um pouco e tudo volta a ser como era antes: uma imensa buraqueira que prejudica todo mundo", reclamou o motorista João cândido dos Santos, morador do condomínio Portal do Sol.

Como ele, outros moradores da região criticaram. "Todo inverno acontece isso. A Prefeitura faz o serviço e quando chove, estoura tudo de novo. Já vi mais de 10 reformas por aqui, mas nada é feito de forma definitiva,", disse o pedreiro Flávio Roberto de Andrade, morador da Rua Arizona. "É muito dinheiro gasto e sem eficiência", acrescentou a estudante Priscila Suane.

O fluxo de veículos leves e pesados é intenso. A Avenida Brasil é também principal via de acesso à PE 95 que dá acesso a Riacho das Almas e aos condomínios Quintas das Colinas I e II, além do Cemitério Parcos dos Arcos, hoje o principal da cidade. "Alguns motoristas tem opção de entrar pela Avenida Portugal, mas nós aqui não", disse João Pedro, morador do Portal do Sol. "Sofremos muito nesse período e freqüentemente tem ônibus quebrando por aqui em horário de pico. Aí, todo mundo chega atrasado ao trabalho", disse o comerciário Carlos Henrique, morador do conjunto Fernando Lyra.

Do outro lado da cidade, na Rua Alferes Jorge, que dá acesso também ao Bairro Inocoop, são muitos buracos, esgotos estourados e bocas de lobos sem tampa. Quando a chuva é um pouco mais forte, alguns estabelecimentos ficam quase ilhados como é o caso do posto de gasolina, que fica localizado no final da mesma via no sentido subúrbio/Centro. "Quando chove é uma apreensão grande por aqui. A quantidade de água não tem por onde escorrer e já houve alagamento", reclama um dos frentistas do posto. "Já ficamos por aqui mais de três horas sem atender", complementou o dono de um restaurante. Nas Cohabs I, II e III, acesso à Vila Kennedy e ao Alto do Moura e no Salgado, os problemas têm sido os mesmos.


CENTRO

No centro de Caruaru, além de buracos, algumas calçadas estão precisando de reparos. Nas ruas 15 de Novembro, 7 de Setembro e Martins Júnior, por exemplo, algumas crateras se formaram devido a grande quantidade de chuvas. O secretário de Governo, Rubens Júnior, disse que a gestão encontra-se monitorando tudo e tem verba para fazer os trabalhos necessários. "A cidade vem enfrentando uma grande quantidade de chuvas que estão bem acima da média histórica. Alguns serviços emergenciais estão sendo feitos, mas sabemos que a cobrança é grande", disse.

Já a secretária de Urbanismo e Obras, Niádja Menezes informou que desde a última quarta-feira (12), a Prefeitura montou seis frentes emergenciais para tentar minimizar os transtornos da população, já que nesse período, os serviços são apenas paliativos. "Asfalto não combina com água. Se você faz um reparo e chove, volta tudo pior. Nós vamos utilizar algumas técnicas com cimento e pedra em alguns locais", disse a secretária de Infraestrutura. Ela destacou ainda que alguns bairros terão prioridade como o Luiz Gonzaga e Novo Milênio.

Em relação à Avenida Brasil, Niádja disse que já foi feito um levantamento técnico e detectado que faltou drenagem em alguns trechos. "Iniciamos nesta semana um serviço paliativo por lá. Não pode ficar como está. Depois vamos ter que tirar parte do asfalto, fazer a base novamente e também à drenagem. Na próxima semana teremos uma noção de quanto vamos gastar nessa obra. No geral, nossa expectativa é que os gastos passem dos R$ 24 milhões", finalizou.

 
 
 
 
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