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02/12/2017
Operação desarticula esquema entre policiais
 

Na Bis is Idem, três policiais e um civil foram presos, bem como um policial militar foi conduzido coercitivamente

Pedro Augusto

Um esquema criminoso, que contava com a atuação de policiais civis de Caruaru, foi desarticulado na manhã da última quarta-feira (29), em três municípios da região Agreste. Durante a operação Bis is Idem, três policiais e um civil foram presos, um policial militar foi conduzido coercitivamente para sede do GOE (Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil), que fica no Recife, bem como 11 mandados de busca domiciliar acabaram sendo cumpridos. Além disso, vários objetos, dentre eles, automóveis, revólveres, espingardas e munições, que se encontravam de posse dos suspeitos, foram apreendidos.

Assim como o PM, os demais envolvidos foram encaminhados para o GOE. Lá, o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Joselito Kerle do Amaral, descreveu a imprensa de que forma operava a quadrilha. "Esses policiais civis trabalhavam no plantão de Caruaru e quando as vítimas se dirigiam à delegacia para relatar o furto ou roubo de carros e cargas, eles não registravam as ocorrências e cobravam dinheiro para recuperar os bens subtraídos. O civil preso é primo de um dos policiais e também se apresentava como servidor."

Segundo Joselito, devido ao esquema criminoso, os policiais envolvidos vinham obtendo evoluções patrimoniais incompatíveis com a realidade financeira da categoria. "Ao rastrearmos os seus patrimônios, constatamos que eles vinham adquirindo bens com valores elevados e incompatíveis com os salários dos policiais civis. Todos os bens foram apreendidos. Além de formação de quadrilha, eles irão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, extorsão, corrupção passiva, concussão, receptação qualificada e usurpação de função pública", informou.

As prisões dos suspeitos ocorreram em Caruaru, Gravatá e Garanhuns. Ao todo, 60 policiais participaram da Bis is Idem. De acordo ainda com o chefe da Polícia Civil, mais servidores poderão ser presos a qualquer momento. "Durante os depoimentos, ofereceremos aos mesmos o instituto da delação premiada. A partir daí, poderemos chegar a mais policiais ou civis que, por ventura, tenham participado deste esquema criminoso. Com certeza, pelo volume de objetos que foram apreendidos, a prática vinha ocorrendo há mais de um ano", acrescentou Joselito do Amaral.

A polícia não descarta a possibilidade da quadrilha também estar envolvida na dinâmica dos roubos e furtos. "Estamos investigando essa probabilidade também, haja vista que o grupo vinha encontrando uma facilitação muito grande para recuperar os bens. Entretanto, precisamos aprofundar as investigações para identificarmos ou não tal suspeita. Caso eles optem pela delação premiada terão as suas penas reduzidas", finalizou Joselito.

As investigações em relação à quadrilha foram iniciadas na Delegacia de Roubos e Furtos, em seguida foram transferidas para o GOE. Todos os presos foram encaminhados para o Cotel, em Abreu e Lima, na RMR.

 
 
 
 
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