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06/02/2010
Novo terreno para Sulanca fica pronto após o Carnaval
 

Caso tudo dê certo, a próxima feira será a última a contar com os chamados invasores nas ruas envolta da feira; eles irão para o terreno onde funcionou a Fundac

Wagner Gil

Os primeiros passos rumo à organização da Feira da Sulanca começam a dar resultados e já no próximo dia 23 cerca de oito mil comerciantes que atuam nas ruas e calçadas serão transferidos para o terreno da antiga Fundac. A área, com 9 mil m², é vista como a única solução para quem sonha em manter a feira no Centro. Há também um grupo que defende a saída dela para um centro de compras às margens das BRs 232 e 104. O prefeito José Queiroz já confirmou: "A Sulanca só sai do Parque 18 de Maio se a maioria quiser."

A liberação da área pelos donos do terreno não havia ocorrido de forma oficial e, desta forma, a prefeitura ficava impossibilitada de participar da organização, levando os donos do terreno Lenílson Torres e Marcelo Lima a fazer uma parceria com as associações de Botadores de Banco e dos Sulanqueiros.

Esta semana, o secretário de Gestão e Negócios Públicos, José Carlos Menezes, teve uma reunião com Lenilson Torres e praticamente acabou com todo o impasse para que a área fosse liberada de forma oficial. Algumas questões foram solicitadas por Torres e Marcelo Lima, entre elas a liberação do IPTU 2010 e a responsabilidade da PMC com as questões ambientais e estruturais durante o período que a firma permanecer no local. "Aceitei porque achei justo, já que nós iremos organizar a feira lá", disse Menezes.

Segundo Torres, a área está recebendo uma série de investimentos e vai proporcionar mais espaço para quem vende e, principalmente, para quem vai às compras. "Todas as 12 entradas serão monitoradas com câmeras e seguranças fixos. Teremos também homens circulando por toda a área", disse Lenílson.

SEGURANÇA
A retirada de mais de cinco mil bancos das ruas e avenidas no entorno do Parque 18 de Maio vai evitar uma tragédia anunciada há décadas: a destruição total em caso de um incêndio no interior da feira. Atualmente mais de dez ruas que cercam o parque ficam obstruídas por carros, motos, bancos, mercadorias e tudo que possa ser comercializado na Feira da Sulanca.

Na nova área, todas as principais vias terão cinco metros de largura e as paralelas três metros. "Além de facilitar o acesso de ambulância e do Corpo de Bombeiros, vai ser excelente para circulação de compradores", disse Torres.

José Carlos Menezes disse a nossa reportagem que assim que tudo estiver organizado na área da Fundac, vai dar o mesmo tratamento aos bancos que circundam o Prédio Rosa e que fazem a Feira do Paraguai. "Nossa ideia é melhorar aquela área da tradicional Feira da Sulanca ampliado os espaços e ruas. Dessa forma, poderemos proporcionar segurança para que ambulâncias e o Corpo de Bombeiros possam ter acesso." 

Patrimônio preservado
Outro fator importante com a organização da Sulanca será o reordenamento da Feira de Caruaru, que foi tombada em 2007 como Patrimônio Imaterial Brasileiro pelo Iphan, mas que corre risco de perder o título devido à descaracterização. "Para a Feira de Caruaru, temos um projeto amplo de reestruturação. Vamos organizar cada setor de forma específica", disse o secretário, revelando que a primeira a ser organizada será a Feira de Artesanato.

Segundo Menezes, o prefeito José Queiroz prepara um amplo projeto de reforma e reestruturação do setor de artesanato. "Esse projeto deve ser aplicado mais na frente e tem como objetivo deixar o local mais atrativo, além de valorizar o artista local. Só vamos tocar esse projeto, quando todo o Parque 18 de Maio estiver com suas feiras organizadas e disciplinadas", revelou Menezes.

Os envolvidos nesse processo de mudança afirmam ainda que o sulanqueiro não terá nenhum custo extra e só irá receber benefícios. "O valor pago será o mesmo e nós procuraremos manter a vizinhança", disse José Carlos, do Sindicato dos Sulanqueiros. Já o presidente da Associação dos Botadores de Banco, Carlos Vallonne, afirma que com essa transferência todos saem ganhando. "A bagunça acaba e o comprador vai voltar a valorizar Caruaru, dando prioridade na hora das compras."